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12/01/2011

Rio de Janeiro/RJ – A Polícia Federal no Rio de janeiro prendeu nesta manhã, 12, um homem que utilizava a freqüência da Marinha para atormentar e atrapalhar o serviço marítimo.

Em meados de 2010, a Marinha do Brasil reportou à Anatel interferência na frequência 156.8MHz, canal 16 do Serviço Móvel Marítimo, proveniente de estação não identificada na área da baía de Guanabara. Este canal é reservado internacionalmente para alerta de socorro e salvamento no Serviço Móvel Marítimo.

O indivíduo que causava tal interferência se autodenomina “CIAGA”. A Anatel passou a monitorar a frequência e rastrear o interferente que utilizava o referido canal quase que diariamente. O indivíduo utilizava voz em falsete, instigava outros cidadãos a se comunicarem com ele indevidamente no mesmo canal e zombava da Marinha e usuários regulares deste canal. A Anatel identificou com o seu aparato técnico de rastreamento e localização que a fonte interferente partia de um transmissor fixado em um veículo, no caso, um táxi.

A Anatel solicitou apoio à Polícia Federal, que após investigações conjuntas, identificou o infrator e prosseguiu com a operação realizada hoje que culminou na prisão em flagrante do indivíduo autodenominado CIAGA.

A prisão efetuada pela Polícia Federal ocorreu por volta das 10h00 em Copacabana com auxílio da Anatel que rastreava em tempo real o veículo. O indivíduo foi autuado com base no Art. 261 do Código Penal Brasileiro.

Por Comunicação Social /Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro

(21) 2203-4408

www.dpf.gov.br/dcs



Se os peritos dizem que é perigoso, quem somos nos para contrariar.

Obs: isto não é uma previsão, esta acontecendo agora.

Máximo diário do Índice Ultravioleta para a região Sul
(meio-dia solar – céu claro – sem nuvens)

Precauções recomendadas pela Organização Mundial da Saúd


O transistor

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O transistor foi inventado nos Laboratórios da Beel Telephone em dezembro de 1947 ( e não em 1948 como é freqüentemente dito) por Bardeen e Brattain.
Descoberto por assim dizer, ( visto que eles estavam procurando um dispositivo de estado sólido equivalente à válvula eletrônica ), acidentalmente durante os estudos de superfícies em torno de um diodo de ponto de contato.

Os transistores eram portanto do tipo point-contact, e existe evidência que Shockley, o teorista que chefiava as pesquisas estava chateado porque esse dispositivo não era o que estava procurando. Na época, êle estava procurando um amplificador semicondutor similar ao que hoje chamamos de “junção FET”.

O nome transistor foi derivado de suas propriedades intrínsecas “resistor de transferência”, em inglês: (TRANsfer reSISTOR). Os Laboratórios Bell mantiveram essa descoberta em segredo até junho de 1948 ( daí a confusão com as datas de descobrimento ).

Com uma estrodosa publicidade, eles anunciaram ao público suas descobertas, porem poucas pessoas se deram conta do significado e importancia dessa publicação, apesar de ter saido nas primeiras páginas dos jornais.

Embora fosse uma realização científica formidável, o transistor não alcançou, de imediato, a supremacia comercial. As dificuldades de fabricação somadas ao alto preço do germânio, um elemento raro, mantinham o preço muito alto. Os melhores transistores custavam 8 dólares numa época em que o preço de uma válvula era de apenas 75 cents.
Shochley ignorou o transistor de ponto de contato e continuou suas pesquisas em outras direções. Ele reorientou suas idéias e desenvolveu a teoria do transistor de junção.

Em julho de 1951, a Bell anuncia a criação desse dispositivo. Em setembro de 1951 eles promovem um simpósio e se dispõem a licenciar a nova tecnologia de ambos os tipos de transistores a qualquer empresa que estivesse disposta a pagar $25.000,00.
Este foi o início da indústrialização do transistor.
Muitas firmas retiraram o edital de licença. Antigos fabricantes de válvulas eletrônicas, tais como RCA, Raytheon, GE e industrias expoentes no mercado como Texas e Transitron.

Muitas iniciaram a produção de transistor de ponto de contato, que nessa época, funcionava melhor em alta frequência do que os tipos de juncão. No entanto, o transistor de junção torna-se rapidamente, muito superior em performance e é mais simples e fácil de se fabricar.
O transistor de ponto de contato ficou obsoleto por volta de 1953 na América e logo depois, na Inglaterra.

Somente alguns milhares foram fabricados entre 120 tipos, muitos americanos ( não incluindo nestes números, versões experimentais ).
O primeiro transistor de junção fabricado comercialmente era primitivo em comparação aos modernos dispositivos, com uma tensão máxima entre coletor-emissor de 6 volts, e uma corrente máxima de poucos miliamperes.

Particularmente notável, foi o transistor CK722 da Raytheon de 1953, o primeiro dispositivo eletrônico de estádo sólido produzido em massa disponível ao construtor amador. Vários tipos de transistor foram desenvolvidos, aumentando a resposta de freqüência diminuindo os níveis de ruido e aumentando sua capacidade de potência.

Na Inglaterra, duas empresas mantiveram laboratórios de pesquisa não tão adiantadas quanto na américa: Standard Telephones and Cables (STC) e a General Electric Company of England “GEC”, ( não tem telação com a GE americana).
Foram feitas pesquisas na França e Alemanha sem efeitos comerciais.

Em 1950, um tubarão entra nessa pequena lagoa: a PHILIPS holandesa através da Mullard, sua subsidiaria inglesa, com uma planta completa para industrializar o transistor.
A meta da Philips era dominar 95% do mercado europeu, alcançando esse objetivo em poucos anos. A série “OC” de transistor dominou a europa por mais de 20 anos.

Os antigos transistores eram feitos de germânio, um semicondutor metálico, porem logo se descobriu que o silício oferecia uma série de vantagens sobre o germânio. O silício era mais difícil de refinar devido ao seu alto ponto de fusão, porem em 1955 o primeiro transistor de silício já era comercializado.

A Texas Instruments foi uma das empresas que mais tomou parte no desenvolvimento inicial dessa tecnologia, lançando uma série de dispositivos conhecidos na época pelas siglas “900″ e “2S”.

A grande reviravolta veio em 1954, quando Gordon Teal aperfeiçoou um transistor de junção feito de silício.
O silício, ao contrário do germânio, é um mineral abundante, só perdendo em disponibilidade para o oxigênio. Tal fato, somado ao aperfeiçoamento das técnicas de produção, baixou consideravelmente o preço do transístor. Isto permitiu que ele se popularizasse e viesse a causar uma verdadeira revolução na indústria dos computadores. Revolução tal que só se repetiria com a criação e aperfeiçoamento dos circuitos integrados.

Sol a nossa principal antena

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Previsão da Atividade Solar Space.com

Fonte

Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra


Zona do Crepúsculo – A propagação GREY LINE

Steve Nichols G0KYA, do Comitê de Estudos de Propagação RSGB, acredita que a propagação em torno do por do Sol e do raiar do Sol não esta compreendida completamente. Aqui ele descreve o mecanismo atrás da grey line e outros modos de propagação cinzenta e um projeto de pesquisa para nos ajudar a compreendê-los.

As comunicações de abrangência mundial que usam a faixa de Ondas Curtas é dependente da radiação vindo do Sol. De forma geral, e para simplificar grosso modo a realidade, em Ondas Médias nos necessitamos de um caminho noturno entre as duas estações. Em 28 MHz, um caminho diurno é geralmente necessário. Mas duas vezes ao dia, no por do Sol e no nascer do Sol, a ionosfera apresenta mudanças dramáticas, fornecendo propagação aprimorada em algumas direções.

Em termos de propagação de radio, as camadas D e E são responsáveis pela maior absorção das ondas de radio que passam através delas, mas a absorção é dependente da freqüências. A camada D pode completamente absorver os sinais nas bandas de 160, 80 e 40 metros durante o dia, e podem atenuar os sinais em 20 metros também. Por isso a razão de não se ouvir muito, se nada, emissoras distantes nas faixas baixas durante o dia como sinais de ondas celeste são absorvidas antes que estas possam alcançar as camadas E e F.

A ionosfera sofre uma mudança dramática em sua ionização durante a transição do dia para a noite. A densidade de elétrons na camada E decresce por um fator de 200 para 1 e a camada F1 por aproximadamente 100 para 1. No por do SOl, a camada D desaparece rapidamente.

Ao longo do outro lado do mundo outra região que esta entrando na luz do dia ainda tem que formar qualquer camada D significante e a camada E ainda não está formada a partir da baixa hora noturna. Entretanto, por um período curto a propagação entre duas regiões que estão simultaneamente experimentando o por do Sol e o nascer do Sol pode ser altamente eficiente. Os sinais nas bandas mais baixas podem teoricamente viajar por grandes distancias com pouca atenuação.

Isto esta muito bem documentado com muitos exemplos de propagação grey line sendo registrados nas bandas de 160 e 80 metros ao longo dos anos.

Muitos radio amadores e dxistas estarão familiarizados com esta propagação denominada grey line ( o termo foi cunhado em 1975 ) – propagação que ocorre ao longo da linha separando a noite do dia. A linha é chamada de terminadora mas é difusa, devido principalmente a atmosfera terrestre que espalha a luz em cima de uma grande área. Em termos de radio, o terminador do radio não é o mesmo que o terminador visual. O ultimo se refere ao ponto quando nós observamos o raiar ou por do Sol ao nível do chão na Terra e o período do crepúsculo visual que tanto antecede como o sucede. O formal se refere a forma que o Sol ilumina as camadas da ionosfera D, E e F.

Como exemplo, o programa de computador Geoclock define o ponto no qual o Sol inicia e termina a iluminação da camada D como sendo deslocada da visualização do nascer do por do Sol por 6.596 graus de longitude. Como a Terra gira 15 graus por hora isto poderia ser tanto como 24 minutos antes ou depois do ocaso ou raiar do dia, mesmo sendo a figura real  dependente da época do ano e latitude ( veja o diagrama – a linha branca mostra o por do Sol físico e as duas áreas subseqüentes sombreadas mostra a perda da camada D e então a iluminação da camada F em cada localidade ).


Software Geoclock pode ser obtido em http://www.geoclock.com

A zona do crepúsculo das ondas curtas – a região na Terra entre a perda da camada D e onde o Sol inicia/termina a iluminar a camada F ( grosseiramente definido como sendo deslocado do por do Sol em 14.165 graus de longitude ) pode entretanto ser quase uma hora antes e após o por ou raiar do Sol.

A iluminação da camada E se inicia/termina em algum lugar entre estas duas, mas a altura média é muito mais perto do que a da camada D.

Para confundir o assunto, estes valores são baseados na média da altura das camadas D e F e a altura aparente destas podem mudar também. Logo, não parece ser bom praticar DX exatamente durante o visual do por ou raiar do Sol – você poderia estar deslocado até uma hora dependendo da faixa, sua respectiva localização, e o dia do ano.


O caminho América do Norte – Europa, (a) durante o nascer do Sol Europeu, exatamente antes do nascer do Sol, (b) durante o por do Sol na América do Norte – repare que neste caso a ionização da camada F está persistindo por um período muito maior do que a ionização das camadas D e E

E ainda pior, para sinais em angulo com o terminador nós estamos interessados em saber como a primeira refração ionosférica ou pulo realmente ocorre quando se irradia um sinal, o qual se parece estar a centenas de milhas ao leste ou oeste de você – onde o SOl pode estar ainda iluminando a camada F.

Muitos livros que relatam a propagação das ondas curtas fornecem uma breve descrição da propagação da grey line, e como e porque isto acontece. O que não nos informar é quais as freqüências reais afetadas, a não ser uma vaga idéia que as bandas de 80/160 metros são definitivamente para a grey line, e “algumas” bandas em HF também exibem aprimoramentos na grey line.

De qualquer forma, todos estes livros nos dizem que estes incrementos ocorrem ao longo do terminador. Isto é, quando ambas estações estão na condição de por do Sol / nascer do Sol.

O livro de John Devoldere – ON4UN’s Low-Band DXing – sugere que sua própria experiência mostra que caminhos perpendiculares ao terminador podem usufruir do grande incremento no sinal. ISto é, nas bandas baixas, como o por do Sol ocorre na estação receptoras, você pode obter o aprimoramento da grey line em ângulos retos ao terminador na direção à frente do lado escuro da Terra – e não ao longo do terminador.

Ele também aponta que o tamanho do terminador irá variar de acordo com a estação do ano e sua posição na Terra, e não pode ser pensado como sendo uma entidade fixa – a grey line será mais estreita no equador e mais larga próximo aos pólos. Logo o intervalo de tempo disponível para as condições da grey line também irão variar dependendo da época do ano, e das localizações das duas estações, as quais provado anteriormente.

Similarmente, o tamanho da grey line dependera da freqüência assim como a absorção da camada D é dependente da freqüência – você poderá ainda ser capaz de praticar DX em 40 metros 24 horas ao dia no meio do inverno, enquanto DX em 160 metros irá se desvanecer totalmente rapidamente após o nascer do SOl devido a maior absorção da camada D.

Mas e sobre HF ? Aqui parece haver pouca pesquisa profunda da propagação da grey line em freqüências mais altas. A vaga sugestão na maioria dos livros parecem ser de que o aprimoramento da grey line pode e efetivamente ocorre em 20 metros. Em 10 metros é teoricamente muito alto para o efeito aparecer pois a absorção da camada D é virtualmente inexistente nestas freqüências mais altas, mesmo existindo um artigo sobre como praticar DX na grey line em 10 metros ! Veja o gráfico das previsões das freqüências dependentes da camada D em http://www.sec.noaa.gov/rt_plots/dregion.html .

Estudos de Steve Nichols apontam para que os aprimoramentos em 10 metros realmente ocorrem. Já foram ouvidos sinais da Índia, Indonésia e inclusive uma estação Brasileira ( PT2GTI ) – estas estação não estavam audíveis antes. Estes não são caminhos de grey line, mas definitivamente foram aprimorados.

Existem reportes de aprimoramento durante o por e raiar  Sol em 50 MHz sobre grandes distancia, notavelmente entre o Reino Unido e o EUA. Uma sugestão é que isto se deve aos aprimoramentos das camadas E quando estas se elevam em altitude durante o por do Sol.

O acréscimo na altitude da camada E precisa de explicação adicional. Assim que o Sol ajusta as regiões mais baixas da camada E para que não sejam iluminadas então a altura efetiva da camada refletora parece aumentar. Similarmente, nesta hora podemos imaginar a ionosfera sendo perturbada quando esta sendo iluminada em determinado angulo. Isto provavelmente é o veiculo para a melhoria na propagação em 28 MHz e 50 MHz – a absorção da camada D provavelmente não tem nada a ver com isto.

Se a teoria sustenta, observe os sinais melhorados durante a hora diurna em G ( figura acima ) das estações ao longo de seus terminadores – vindo do oeste nos sues locais de por do Sol e vindos do leste nos locais de nascer do Sol. Os sinais deveriam ser mais fortes em ângulos mais retos ao terminador – o mesmo que as predições de ON4UN em Ondas Longas, mas vindos das partes iluminadas do globo, e não da escuridão.

Existe uma alternativa de procurar condições de grey line em 7 Mhz e 10 MHz conectados com a freqüência critica ( fof2 ). Nas freqüências acima de fof2 uma onda de radio viajando verticalmente para cima irá passar através da camada F2 direto ao espaço sideral. Abaixo de f0f2 ela seria refletida de volta para a Terra. Agora imagine uma onda de radio atingindo a ionosfera em aproximadamente 75-85 graus em relação a Terra – uma incidência quase vertical. Abaixo da freqüência critica ela seria retornada. Se estiver de alguma forma acima de fof2 irá passar para o espaço. Em alguma freqüência próxima a fof2 ela poderia ser refratada através de um angulo largo e poderia terminar viajando quase paralela a Terra, provendo uma distancia muito longa para o primeiro salto. Esta é a condição para o raio Pedersen ou critico, descoberto em 1927, caracterizado como sendo um angulo alto, de longa distancia e próximo e provavelmente acima da freqüência fof2. Como não haveria nenhuma salto no chão intermediário a intensidade do sinal poderia ser inclusive muito alta.

Parece que estas condições existem próximas ao por e raiar do Sol devido a fof2 passar através de duas bandas e poder contar para comunicações de longa distancia sob as condições da grey line em 7 Mhz e 10 MHz.

De qualquer forma, existe mais para a grey line e a propagação do crepúsculo do que nossos olhos alcançam. Os efeitos são diferentes em cada banda, e o mecanismo atrás da propagação é provavelmente diferente também. O que podemos afirmar é que a propagação do crepúsculo não é sempre a melhor ao longo do terminador e que pode não existir melhorias em todas, mas somente em algumas bandas.

Steve está atualmente fazendo algumas pesquisas neste tipo de propagação em diversas bandas de radio amadores, começando por 10 metros. Os resultados recentes mostram que pode-se observar melhorias dos sinais se originando em áreas que estão experimentando o por ou raiar do Sol.

Mais trabalho de monitoração é necessário ser feito antes de se escrever o “guia definitivo” para a grey line.

Fonte

Adaptado de artigo disponível na Internet para download por Steve Nichols G0KYA.